5 passos infalíveis para virar vegano

Uma das coisas que mais nos perguntam é:


como consigo incluir comida vegana e transitar para uma dieta vegana quando a minha família inteira não tem o hábito?


Levando isso em conta, decidimos no post de hoje dar um passo-a-passo, baseado na minha experiência de vegano solitário numa família de carnívoros, de como, com 5 passos, você pode sim virar vegano e incluir uma alimentação vegana na sua rotina independente do ambiente, costume ou contexto e, com isso, incluir mais vegetais na sua dieta, descobrir chocolates veganos, doces veganos (sim, pasmem, D O C E S veganos que não são à base de frutose existem).


Por desencargo de consciência preciso dizer que esse post não tem o intuito de querer fazer ninguém fazer nada que não seja por vontade própria. São algumas dicas simples que, seguidas, vão despertar uma curiosidade natural pelo bar dos vegetais do mundo, rs. Aliás, vale lembrar que de acordo com Ojelel & Kakudidi, 2015, usamos por volta de 75.000 plantas comestíveis na culinária vegana enquanto que apenas por volta de 8 espécies de animais na gastronomia francesa - então...não é por nada,mas tem muito com o que se surpreender!


Vamos lá:


PASSO 1 - Preparação

Para iniciar qualquer transição para o veganismo, você precisa, além de olhos e ouvidos bem antenados, se perguntar: a comida que eu como no meu dia é preparada por quem? Você próprio, uma diarista querida ou alguém da família? Ou só coisa de delivery?


Depois de ter respondido essa pergunta, é importante, para completar o primeiro passo, que você se aproxime deste ritual de preparo e dessa pessoa (ou restaurante), mostrando vontade de tá junto e como são preparadas as coisas.


Importante: não seja aquele vegano chato que não come nada ou fica só questionando as pessoas! Ser vegano e ser social não precisam ser excludentes. Se aproxime, não de uma maneira restritiva ou algo do tipo, mas de experimentação de você, consigo mesmo, respeitando o hábito dos outros.

Além disso, por volta de 70% dos brasileiros tem intolerância à lactose mas não percebem os sintoma: só experimentando que você vai saber (eu por exemplo tive espinha até os 20 anos por conta disso, sem saber!)



PASSO 2 - Experimente

Enche a barriga! Antes de qualquer formação de opinião, prove, deguste, experimente o que o mundo vegano te oferece, pesquisa no youtube e no google receitas fáceis (a gente toda quarta posta receita no instagram também) e experimente! Vai ter coisa que você não gosta e coisa que você gosta, como em tudo na vida.


Vale lembrar: o bife da família carnívora foi preparado, processado, temperado, etc. Ele não chega nu e cru na sua casa; dessa mesma maneira você prepara o seu substituto, com tempero e preparação!


PASSO 3 - Comunique

Hablas português? Agora que você tá mais próxima das panelas, experimentou coisas e tá com uma opinião um pouco melhor formada sobre se veganismo é para você, comunique para sua família na próxima refeição, que, você tá experimentando comer menos carne e queijos, querendo cortar isso da sua dieta, e diga pra eles como você tá se sentindo com isso. As primeiras reações vão ser meio Marge:


Mas, como falamos no primeiro passo, é importante fazer isso não de uma maneira alarmosa, argumentativa: é algo que você tá fazendo por si e a preocupação com qualquer mudança é natural, então, é importante deixá-los despreocupados.


A minha família, por exemplo, levou quase como uma ofensa pessoal eu não comer mais carne. Sério, levou mais ou menos 3 natais até ter algo além de arroz e salada na ceia pra mim, rsrs. A curva de aprendizado para entender que neto caçula não comia bacalhau foi, para não usar outra palavra, interessante.


PASSO 4 - Essenciais

Faça uma lista de essenciais. Qual é a espinha dorsal da sua nova dieta? Isso é bastante importante pra você poder ter flexibilidade e não se ver num beco sem saída no final do dia quando bater aquela gula repentina ;). Pelo menos uma vez na semana, pensa no que você mais gosta e deixa isso meio próximo. Sendo essencial, é difícil você desperdiçar. Aqui em casa, por exemplo, tem sempre: farinha, arroz, amendoim in natura, polvilhos, alguma castanha hidratada e temperos. Com isso, em qualquer momento, sei fazer uma mousse, uma base de torta, creme de leite de castanha, macarrão, etc.


Ai é individual! Mas uma das maiores dores de cabeça que eu tenho é exatamente esta, de não poder e conseguir ir no mercado e comprar qualquer coisa a qualquer hora. Então, deixa uma coisa de fácil acesso e prático para poder fazer a qualquer hora! Se quiser uma dica: procura o livro da Miyoko Schinner chamado ''Ingredientes caseiros veganos'', quase uma bíblia para quando comecei a dieta vegana! É aquele ditado: tem coisa que a dispensa não despensa, e, no veganismo, vale a mesma coisa!


PASSO 5 - Insights

Se aprofunde! Agora, no último passo, é basicamente consolidar o que já falamos. Se aprofunde, isso é, vai em algumas páginas veganas no google, procura saber de marcas, cozinheiros, blogs, pesquisa sobre novas maneiras de fazer alguma coisa. No final das contas, começe a se inspirar com aquilo que o uma dieta baseada em plantas tem a te oferecer e vá brincando e testando o que dá certo. E tem tanta coisa que fico pasmo só de pensar (alô produção, post de inspirações veganas?)


Esperamos que essas 5 dicas para uma alimentação vegana tenham dado algum insight de como você também pode experimentar esta dieta. Foi como eu transitei e, depois de 6 anos, continuo firme no propósito sem sentir falta ou necessidade de nada.


É, sem dúvida nenhuma, super importante você ficar atento ao seu corpo e o que ele está dizendo para você. Toda mudança de dieta implica em alterações de contagem de calorias, da fonte de nutrientes essenciais, a própria capacidade do corpo de digerir ou metabolizar certos alimentos.


Então, toda mudança tem que ser feita com o cuidado necessário, consultando um nutricionista ou médico especializado se possível, e, qualquer coisa, contem com a gente!


Um beijo carinhoso de dias das mães e um grande abraço em todos!

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